A diferença não é caracterizada apenas pelo físico, mas também pela cultura, pelos costumes, entre outros. Ela é essencial para aprendermos a viver em uma sociedade e devemos nos acostumar com elas. Entretanto, essa não é uma tarefa fácil para qualquer pessoa; requer paciência e o incrível dom de saber respeitar os hábitos e as características de outras pessoas.

A dificuldade de alguns indivíduos de lidar com as diferenças vem, com certeza, da família e dos seus hábitos. Uma manifestação dessa dificuldade é o racismo. Quando nossos pais ou familiares são racistas, é muito provável nos tornarmos racistas também. Aqui no Brasil essas manifestações não são tão aparentes, pois temos uma grande miscigenação de raças, culturas e religiões.Todavia, apesar desta ampla diversidade, pode-se notar atos inconseqüentes e impiedosos de algumas pessoas. Um exemplo disso foram as pichações feitas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul; repercussão do sistema de cotas adotado pela Universidade. Parece que ainda temos nazistas em pleno século XXI.

É difícil tirar essa mancha de preconceito que existe nos seres humanos. O preconceito existe desde o século XVI, onde escravos eram trazidos para o Brasil em condições precárias, sem higiene e sem alimentos. Como podemos considerar os senhores de escravos humanos? Os negros e os índios escravizados eram tratados como animais por seus “donos”. Além disso, o preconceito veio sendo praticado de outras formas, como na época da Proclamação da República. Segundo a Constituição de 1891, analfabetos e mulheres não podiam votar, ou seja, negros e mulheres não podiam votar, afinal todos os ex-escravos eram negros e analfabetos. Pouquíssimos eram alfabetizados, e desde essa época vem a mentalidade de que negros eram preguiçosos. E essa mentalidade permanece em nossa sociedade e é refletida não só em relação aos negros, mas em relação aos alunos de escolas públicas. Não esquecendo que o preconceito contra as mulheres existe até hoje, mas é mais suave.

As diferenças existem e devemos aprender a lidar com elas. Às vezes é difícil, porém ninguém falou que algo seria fácil no mundo em que vivemos, muito menos num país como o Brasil. Devemos fazer a nossa parte respeitando as pessoas, independente da cor e da classe social, mesmo que sejamos uma gota no meio do oceano.

(*) redação que fiz no Enem ano passado. O título do post é a proposta de redação feita na prova.

Desejo Mais Perto

Maio 29, 2008

Para quem já me conhecia do meu antigo blog, sabe que ano passado eu estava fazendo cursinho. Infelizmente não passei, mas eu já tinha uma noção de que isso acabaria acontecendo, afinal, achei que só prestando atenção na aula eu já estaria dentro da Universidade. Me enganei, é claro! Na época em que meu pai fez o vestibular da UFRGS, lá por 1978, ninguém fazia curso pré-vestibular, a situação era mais amena, e quem fazia cursinho já podia se considerar aprovado. Hoje a situação é diferente, nós não estamos nos EUA, nem no Peru. Não tem vaga para todos, por isso existe o concurso vestibular que, aliás, é inconstitucional, afinal, todo cidadão brasileiro tem direito ao ensino fundamental, médio e superior, mas não é o que acontece.

Esse ano estou repetindo a dose, é meu segundo ano de cursinho. Estou estudando e estou mais otimista, fui bem no primeiro Simulado e teria alcançado a aprovação se fosse o vestibular (como cotista, mas isso não vem ao caso). O que me pergunto o tempo todo é: onde eu vou usar o Renascimento no meu curso (biomedicina)? Vou usar muita Química e muita Biologia, que são disciplinas fascinantes. Mas onde vou usar História? História, pra ser sincera, é o mal da minha vida. Sempre fui mal, a primeira recuperação de toda minha vida escolar foi em História. Minha mãe é formada em História! Aliás, essa disciplina completamente inútil e questionável deveria ser escrita com letra minúscula! Maldito seja quem gosta de história, e maldito seja quem a fez tão complicada… (¬¬)

Preconceito

Maio 28, 2008

Às vezes acreditamos que nunca seremos vítimas de certos acontecimentos, mas depois de um tempo percebemos que estamos redondamente enganados. O preconceito é algo que sempre esteve presente, de séculos atrás até os dias atuais. É deplorável, pois somos todos iguais, independente da cor, da raça, da etnia, de onde moramos, de onde estudamos… Confesso que já fui preconceituosa em alguns momentos da minha vida, mas nunca deixei essa recaída transparecer! Agora que estou sendo a vítima decidi que irei eliminar o preconceito (de qualquer tipo) da minha vida, pois enquanto não sofremos não sentimos o baque. A gente sempre acha que é só negro que sofre preconceito, mas não é! Existe preconceito de vários tipos. Eu não sou negra, não sou rica nem pobre (= classe média), mas estudei minha vida toda em escola pública. Tenho muito orgulho de todas as escolas em que estudei, pois fui muito feliz em todas elas. E mais: posso afirmar que os piores anos da minha vida foi/está sendo os anos de cursinho (2007 e 2008)! Gente preconceituosa é o que não falta, mas o mais triste é que essas pessoas se escondem atrás de máscaras e ficam se justificando para ninguém notar quem elas realmente são. O que eu mais escutava ano passado (ano em que a UFRGS adotou o sistema de cotas em seu vestibular) era que pessoas de escola pública não tinham capacidade para estudar numa universidade conceituada como a UFRGS, que não iriam agüentar o ritmo… Todo mundo que é de escola privada é contra o sistema de cotas, o que é óbvio, afinal os cotistas estão “roubando” suas vagas na Universidade FEDERAL! Isso é o que eu mais escuto: nós, cotistas, estamos “roubando” as vagas dos filhinhos de papai que ocupam o estacionamento da Federal com seus carros importados. Meu pai paga imposto (e muito, afinal, a classe que mais paga imposto é a classe média) para essa gente “roubar” a minha vaga lá, porque eu não sou pobre pra ter uma bolsa do ProUni, mas não sou rica pra pagar uma faculdade. Mas é muito fácil falar que é só se esforçar pra passar! Não é só isso, senão estaria cheio de negros (que são a maioria da população do Brasil) na faculdade. Eu sou a favor das cotas sociais e a favor das raciais também, porque os cotistas podem até “roubar” a vaga da elite, mas a elite ROUBOU durante séculos a LIBERDADE dos negros! E estão roubando o sonho de muita gente de ter uma vida melhor, porque esse pessoal pode pagar uma faculdade, mas faz questão de fazer na FEDERAL pra ganhar um carro quando passar no vestibular. Realmente, somos nós, cotistas, os LADRÕES!

Obs¹: pra quem acha que quem pode pagar cursinho pode pagar uma faculdade… Preço do curso extensivo de um bom cursinho: em média R$ 300,00 por mês; preço de uma boa faculdade: em média R$ 1.000,00 por mês (fora xerox, livros, transporte e alimentação). Qualquer cotista que faz cursinho pode pagar uma faculdade né?! (¬¬)

Obs²: não vim aqui me fazer de vítima, vim apenas expor a minha opinião. Ah, eu ia colocar o nome do meu antigo blog (relicário), mas está “em uso”… E o blog vai ficar com layouts prontos, porque o que eu quero é apenas escrever aqui, expor minhas idéias e opiniões! Um grande abraço.